Donna ZH- Estilo por encomenda.

capa

Interrompendo os posts normais para dividir com vocês algo muito legal que aconteceu: No Domingo de carnaval tive o prazer de ser capa da revista Donna ZH do Jornal Zero Hora.

Muitas pessoas tem curiosidade de saber mais sobre a profissão de stylist e também recebo emails com perguntas sobre a minha carreira.

Aqui no site reproduzo a minha entrevista que conta um pouquinho da minha história de vida e experiência. Quem quiser ler a matéria na integra é só clicar no link no fim do post. A matéria é assinada pela querida Gabi Chanas.

Radar do estilo alheio: como funciona o trabalho de um stylist

Glamour na teoria, trabalho duro na prática: eis a realidade da vida do profissional que trabalha em busca do visual perfeito para os clientes mais exigentes

O começo com mais trabalho duro do que glamour lembra as histórias contadas por Roberta Weber, 27 anos. Formada em fashion styling pela London College of Fashion, trabalhou em projetos de marcas como Jil Sander e Topshop enquanto morava em Londres.

— Fui assistente por um bom tempo e carregava mala de roupas, buscava café. Às vezes, montava toda uma produção e o stylist chegava e trocava apenas um cinto. Na revista, o nome que saía era o dele, não o meu, de assistente — relembra. Assim como Eden, Roberta também joga um balde de água fria em quem pensa em entrar na profissão atrás de glamour imediato e em altos níveis:

— Tem gente que acha que esse trabalho é fácil, que ganhamos muita roupa, estamos sempre lindas e maquiadas, com motorista. Isso, talvez daqui uns 20 anos. Até chegar lá, tem que ter humildade e vontade de aprender. Eu diria que o glamour é de 10%. O outros 90% são acordar cedo para fotos de editoriais, ver a modelo ali toda linda, e eu sem maquiagem, com sono — brinca.

No Reino Unido, Roberta começou suas primeiras experiências de personal styling, contratada por mulheres com vida menos cinematográfica que as grandes atrizes. Ajudava a revisar o closet, a entender que mensagem a cliente queria passar com o que vestia, no que podia estar errando, no que poderia acertar mais.

— Tive uma cliente britânica que me contratou e me disse ser uma pessoa extremamente colorida. Fomos ver o closet dela e não tinha nada de colorido ali: só preto e azul-marinho. Questionei e ela me disse que se via como uma pessoa colorida, alegre. Até estranhou nossa conclusão. O que fiz foi acrescentar aquela parcela de cor que ela tanto gostava no armário.

Mas, e aquela história da stylist mulher não ser ideal?

— Eu discordo – diz Roberta Weber. – Meu trabalho não é brincar de boneca. Eu faço um questionário de estilo com minhas clientes, sento por horas com elas para entender do que gostam, tento captar como curtem se vestir. Eu mesma não sou uma pessoa que ama cores vibrantes, mas nem por isso deixei de colorir o armário da minha cliente em Londres.

Em Porto Alegre desde 2011, após a temporada de trabalho e estudos fora, Roberta vai ao socorro de quem está em emergência de estilo. Tem na carta de clientes de grandes empresárias a uma professora de ioga – prova de que o serviço de um personal stylist não tem valores tão escabrosos. Dependendo da necessidade da cliente, vai na casa dela, analisa o armário e indica como combinar peças. Também faz vezes de personal shopper com as mais indecisas, que entram na loja e se perdem em peças que não têm nada a ver com seu estilo e por isso acabam encalhadas no guarda-roupa. A recompensa vem quando a mulher se encontra, diz que o marido passou a elogiar mais, que a autoestima melhorou. Quase um serviço de psicologia com resultado comprovado no dia a dia:

— Nós levamos 20 segundos para formar uma primeira impressão de uma pessoa. Desse conceito, 90% tem a ver com a aparência, 7% com o tom da voz e apenas 3% sobre o que estás falando — alerta a stylist, citando trecho de uma das palestras que ministra sobre moda.

Por essas e outras que existem tantas teorias sobre o que vestir numa entrevista de trabalho, num primeiro encontro. Diga-me o que usas, e te direi quem és. E se tiveres dificuldade de te entender, contrate um stylist.

Reportagem completa: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2014/03/radar-do-estilo-alheio-como-funciona-o-trabalho-de-um-stylist-4433014.html

Fotos: Omar Freitas/ Agência RBS.

Deixe um comentário

Arquivado em Perfil, Trabalhos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s