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Nome para guardar- Rosetta Getty.

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Retomando uma das minhas tags favoritas aqui do site para falar da estilista Rosetta Getty, seu nome é discretamente conhecido e admirado, mas sem alardes ,assim como suas peças, lindamente cortadas e com caimento impecável.

Se ontem o tema foi excesso com o retorno das botas de plataforma, o mood de hoje é sereno e deliciosamente sofisticado.

Estampas aparecem de forma pontual, seja xadrez, paisley, tapeçaria ou listras, sempre incorporadas organicamente:

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No Inverno, seu trabalho com tricô é encantador. Reparem na manga sino do suéter:

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Looks monocromáticos são comuns em suas criações:

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Fã de trabalhos manuais como tricô e crochê, ela celebra as formas arquitetônicas e inusitadas em criações que sempre emprestam um ar cool à qualquer pessoa que usá-las:

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Pernille Teisbaek com a versão preta da saia:

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Seus vestidos são um caso à parte, lânguidos com um glamour resgatado dos anos 70 e sem muito esforço:

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Alicia Vikander usando um P&B assinado por Rosetta:

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Outra opção, da temporada Pre-fall:

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Feminilidade é palavra chave e sua mulher é certamente uma que se preocupa em alimentar a alma, Louise Bourgeois e Agnes Martin já serviram como inspiração para coleções.

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Super jovem, o debut aconteceu na temporada Resort 2015, mesmo assim já possui forte identidade e algumas marcas registradas: Recortes estratégicos, formas mais amplas, assimetria e alfaiataria relax com detalhes desconstruídos:

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Fechando com imagem linda de Ezra Petronio para Self service magazine, Edie Campbell usando top Rosetta Getty Verão 2016:

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Nome para inspirar e suspirar.

Fotos: Rosetta Getty/Reprodução.

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Nome para guardar- Camila Ferres.

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Estava lendo uma entrevista da genial- e polêmica- Fran Lebowitz, entre observações sobre calças especiais para Yoga e as razões de todos seus paletós serem feitos sob medida, ela fez uma declaração que imediatamente me fez pensar na pessoa que é tema desse post. A frase foi a seguinte: “As pessoas se preocupam mais com tendências atualmente do que com estilo. Elas se envolvem tanto com saber o que está” acontecendo” que esquecem como se vestir, e elas nunca aprendem porque elas nunca aprendem nem a cuidar de nada. Tanto do que a minha geração aprendeu sobre roupas tinha a ver em como fazê-las durar.” E ela continua em uma crítica direta ao movimento de roupas baratas e descartáveis, que estimulam um consumo desenfreado e fazem as pessoas refletirem e questionarem menos o que estão comprando, já que a expectativa de qualidade e durabilidade é baixíssima e em poucos meses comprarão outra peça para substituir a “antiga”.

Eu não acredito muito em nostalgia, tampouco condeno o hábito de comprar. O que defendo é um consumo consciente e informado, pensando em cada caso individualmente e com um cuidado não apenas do impacto pessoal, mas também social. Aquela pergunta clássica “Eu realmente preciso disso?”. Nesse movimento que anda cada vez mais forte, e eu abordei o tema aqui no site no post “Trend Watch- Retorno ao essencial” (datado Dezembro/2012) e em “Nome para guardar- Rosie Assoulin” (Junho/2013), o verdadeiro luxo é consumir roupas de qualidade inquestionável, apelo atemporal e atenção a cada detalhe.

Esta minha definição de luxo é indissociável da arte exercida pela estilista, Camila Ferrés. Eu gosto de falar que ela é, de fato uma couturier, no sentido tradicional da palavra. Alguém que se inspira na alta-costura, não apenas esteticamente, algo que ela faz maravilhosamente bem. Mas também no modus operandi, sua técnica é formidável e nada menos que impressionante para 2015. Além de não seguir um calendário formal, a idéia da Camila é lançar uma coleção por ano (parecido com o mestre Alaia), ela é responsável por todos os estágios de desenvolvimento da coleção. A Deco, que acaba de ser lançada, teve cada uma das 25 peças desenhadas, cortadas, modeladas e costuradas pela própria em processo completamente artesanal com resultado que não poderia ser mais luxuoso.

Não uma reprodução direta de haute couture, é justamente aí que fica o mais fascinante de Camila: Ter referências e ser absolutanente moderna, demonstrar respeito e até devoção pelos cortes de Cristobal Balenciaga e Vionnet sem esquecer do espírito jovem. Uma essência que não tem época, mas a capacidade de se apoderar do zeitgeist do momento com olhar lúdico e original

Além dos vestidos de festa encantadores, ela aposta em separates nada óbvios, nunca um top cropped foi tão elegante. Saias e pantalonas incrementam os looks festivos:

 

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Dependo muito do look de cada dia como extensão da alma e do meu humor, por isso ainda não consegui chegar no nível de sofisticação que gostaria. A Camila cria para a mulher que eu quero ser um dia: Madura, minimal, simples. Suas roupas são aspiracionais e com o styling certo podem ser adaptadas a qualquer estilo.

Diferente das outras marcas que apareceram aqui nessa tag “Nome para conhecer”, eu tenho o privilégio de chamá-la de amiga e a sorte de entender melhor suas referências e motivações. Além da sorte de dividir com ela mil referências e compartilhar coisas lindas que nos inspiram. Filha de artista plástica, desde pequena Camila aprendeu sobre estética e foi a arquitetura Art Deco de Nova Iorque o ponto inicial da coleção atual.

Noiva minimalista, adulta:

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As linhas deco aparecem nos recortes estratégicos e na cartela de cores:

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Vestidos curtos também fazem parte da coleção e mantém o padrão de elegância:

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Fechando com o vestido amarelo de tirar o fôlego:

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Não deixem de entrar no site e se deslumbrarem com a coleção DECO completa, assim como a Frame, outra coleção genial da Camila. Clica no Site oficial da marca.

Nesse mundo atual, onde a maioria das coisas parecem cansar antes mesmo de serem lançadas, é um verdadeiro presente para os olhos (e coração) existirem criadores como a Camila.

Direção Criativa: Camila Ferrés.

Fotos: Cristiano Madureira.

Beleza: Paula Vida.

Modelo Julia Fuchs.

Styling: Roberta Weber.

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Para inspirar: Arquivos Givenchy 1969-1995 na revista System.

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A revista System é a melhor revista de conteúdo de moda da atualidade junto com a Industrie, dois presentes para quem quer compreender e explorar o que se passa com os nomes mais criativos da indústria. A nova edição da System está sendo especialmente comentada, já que traz Raf Simons em uma reveladora entrevista com Cathy Horyn. Realizada antes do anúncio de sua saída da Dior, ela elucida as possíveis motivações da polêmica decisão do belga de sair da Maison (confere um trecho da matéria publicada no site Business of Fashion aqui). Além dos artigos maravilhosos, os editoriais inspiram e encantam. Esta última contém uma história com looks vintage direto do arquivo da Givenchy. As fotos  são de Jamie Hawkesworth e styling da genial Marie-Amélie Sauvé.

Passando por vestidos entre 1969 e 1995, uma verdadeira viagem entre as mais lindas e atemporais criações. Notem como tudo parece moderno e poderia ter sido lançado na última temporada.

Recortes:

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Floral, muito revisitado por Riccardo Tisci na versão atual da maison:

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Em black:

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Responsável pelo little black dress mais icônico da história, o pretinho usado por Audrey Hepburn em “Bonequinha de luxo”, Hubert sempre soube construir peças impecáveis no tom:

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As costas memoráveis em vestido com apelo bem contemporâneo:

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Aliás a parceria entre o couturier e Hepburn possivelmente é a mais famosa de todos os tempos. Alguns dos meus momentos favoritos de Audrey em Givenchy:

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Aproveitando a deixa, mais alguns exemplos originais assinados por Hubert de Givenchy. Essa foto de 1954 é de Richard Avedon:

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1952:

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1959:

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Para encher os olhos e inspirar a Sexta.

Fotos: System e reprodução.

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Preferidos- Melanie Huynh.

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Para a segunda parte do post das minhas musas sartoriais, a stylist Melanie Huynh. Se Centenera mergulha no minimalismo moderno com muito street e apelo mais fashionista, Melanie é a rainha de emprestar um olhar novo para os clássicos.

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Franjas ficam modernas:

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Utilitarismo é uma das suas modas favoritas, ela adora emprestar um ar boho ao estilo:

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A parka combinada com couro fica sofisticada:

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As tendências surgem, mas sempre acompanhadas de peças atemporais, como as camisetas divertidas:

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Para renovar o preto total, sapatos bem especiais:

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Sabe que um dos melhores truques para usar uma composição toda preta é misturar texturas:

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Ela é mestra em looks monocromáticos:

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Mel sabe que não precisa de muito para criar um look incrível: O poder de um belo casaco…

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Balenciaga da época Ghesquiere complementando o combo skinny + scarpin:

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Ela foi assistente por muitos anos da minha maior inspiração, Carine Roitfeld. Hoje é stylist e consultora de moda colaborando para revistas como CR Fashion Book e marcas como Altuzarra ( de quem é uma das musas), Lanvin e Zadig et Voltaire:

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Ela define seu estilo como rock´n´roll, francês, muito preto, calça skinny em jeans ou couro e muito amor por sapatos:

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Recentemente ela  assumiu o posto de editora de moda do site super inspirador “Signature international” com curadoria impecável, espécie de revista online com colaboradores especiais.

Fotos: Reprodução.

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