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#PFW- Givenchy e a (minha) melhor coleção da temporada.

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Já estou preparando o post com os melhores da temporada Parisiense, mas tive que iniciar com um post exclusivo e (emocionado) para o melhor de todos: Givenchy.

Uma gladiadora em tons de marrom, preto e branco é a proposta do Verão 2015.

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Todo mundo tem seus preferidos, e Riccardo Tisci sempre esteve na minha lista (de mão com Alaia, Hedi Slimane, Balmain e Isabel Marant), já há algumas temporadas andava decepcionada e pouquíssimo empolgada com a Givenchy. Infelizmente, quando a gente ama muito, as expectativas são bem maiores e as exigências também. Desta vez, ele não decepcionou. Retorna o sex appeal, com toques esportivos, religiosos e todo aquele mix de referências que Tisci sabe fazer tão bem.

giv3Pretinho básico em várias versões, que tem tudo de lindas e nada de óbvias e chatas:

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Fechando com looks P&B, e aí entra aquela veia latina com transparências e babados contrapostos com shapes ajustados e o infalível couro:

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Verão inspirado e inspirador…

Fotos: Vogue.com, Dazed.com.

 

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Arquivado em Fashion Week, Inspirações

Trend watch- Retorno ao essencial.

Sempre fui adepta do pensamento que a moda estava aqui para inspirar e fazer sonhar. O tempo passou, e apesar de eu seguir encantada com a alta-costura e os grandes criadores, me torno cada vez mais admiradora de nomes como Isabel Marant e Alexander Wang- Que criam roupas “normais” para serem usadas em todas ocasiões. O que nem sempre acontece com estes designers citados, é a atenção ao detalhe. Cada vez mais importante para as pessoas que investem em artigos caros e diferenciados.

O verdadeiro luxo está muito mais em uma criação de Azzedine Alaia: Com sua técnica inigualável, alfaiataria impecável e capacidade de transformar o corpo de uma mulher- Os vestidos e saias custam uma pequena fortuna, mas podem ser incorporados em qualquer guarda-roupa. Já  um vestido todo bordado e decorado com veia maximalista acabará saindo do armário uma ou duas vezes. Utilizando aquela regrinha do custo benefício, mais e mais percebemos que vale a pena gastar em clássicos.

Alaia e seus vestidos- Pequenas variações sobre o mesmo tema:

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A busca por qualidade anda superando a busca por quantidade e a chamada “fadiga” de fast fashion está em alta. Essa ressaca em relação aos itens descartáveis anda aumentando a busca por bens duráveis.

Lendo uma entrevista recente com Raf Simons, um dos maiores entusiastas do minimalismo atual e substituto de Galliano na Dior, sobre seu antecessor “Eu tenho muito respeito pela técnica e fantasia de John Galliano, mas não é algo que eu considere relevante agora, especialmente quando restringe uma mulher, porque em todas outras áreas elas tem tanta liberdade agora”.

Juntando essa declaração de Raf, observando a minha vontade cada vez maior por um estilo consistente e pouca paciência para tendências semanais, e o sucesso surpreendente ( e estrondoso) de marcas como The Row, resolvi escrever aqui sobre o retorno ao essencial.

A The Row é a marca de alta moda das gêmeas Olsen. Elas criaram a primeira coleção com o objetivo de lançar a camiseta perfeita, a legging de couro perfeita, peças-chave das meninas com estilo clean.

Esse vídeo de 2007, ainda me parece super atual. Morro de vontade de todos os looks mostrados e acredito que muitas de vocês também vão se identificar. Apostas simples, mas certeiras:

Hoje em dia, a The Row ficou cada vez mais sofisticada e investe no uso de materiais especiais (e raros) e em cuidado redobrado com acabamento e corte. O foco parece ter sido transferido para uma mulher mais madura.

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Para observar também as bolsas que mais tem feito sucesso na atualidade:

Eu ando obcecada com a Delvaux, marca de luxo da Bélgica que é a fabricante de itens de couro luxuosos mais antiga do mundo, foi fundada em 1829. Recentemente ela passou por uma repaginação e o modelo Ambigu é meu favorito. Aliás a Céline foi acusada de se “inspirar” no modelo.

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A Fendi, famosa por sua bolsa Baguette e seus logos, anda celebrando o hit da 2 Jours elite, super discreta e usável:

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Dentro da linhas de consumo em massa, a marca COS do grupo H&M ficou popular, com seu apelo minimalista.

cosJá a Americana J.Crew, apesar do styling ousado e criativo, é especialista em peças em cashmere e itens clássicos:

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Precisando de bem menos para ser feliz. Qual é o verdadeiro luxo?

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E o animal print continua imbatível…

As estampas de bicho realmente não vão a lugar nenhum. A cobra é a “novidade” da temporada, e eu aposto no retorno da zebra, mas claro, que a favorita segue sendo a onça (em várias padronagens). É tantas opções e em tanta quantidade que até fiz aquele post “Refresh na oncinha”. A verdade é que este tipo de estampa já se tornou um clássico, e não haverá descanso no próximo Outono/Inverno. A maneira preferida de usá-las ainda é nos acessórios.

Christian Louboutin dedicou toda sua vitrine:

E Giuseppe Zanotti também:

Bota Alaia, com amarração, estilo mais urbano e cool:

Galochas Dolce & Gabbana, bem mais casuais (a estampa que dá o diferencial):

Alexander McQueen traz a versão “lady-like”  da onça:

A Miu Miu aderiu nos Oxfords da nova coleção:

Nas bolsas também aparece para estilos bem diferentes:

Na Mochila do Pierre Hardy (mochilas realmente voltaram):

E na bolsa estruturada de Reed Krakoff:

Ralph Lauren e a estampa de cobra, a outra queridinha do Inverno daqui:

Jimmy Choo também vai de snakeskin:

Nas peças de roupa também segue absoluta. YSL vai na onça clássica combinada com metálicos:

Nas Fast fashion, a vitrine da Topshop com a coleção de Outono/Inverno confirma a preferência por oncinha (se em P&B melhor ainda).

PS: Estes dias andam muito corridos e não tenho tido tempo de atualizar o site com textos mais elaborados. Optei por seguir atualizando com pequenos posts com várias fotos, mas prometo que logo voltará ao normal.

Fotos: Roberta Weber, Net-a-porter.

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Semana de alta-costura: “Existem todos os outros, e então existe Alaia”.

A semana de alta-costura ,que ocorre duas vezes por ano em Paris, acaba de chegar ao fim. As coleções de Outono/Inverno apresentadas incluíram nomes como: Chanel, Givenchy (incrível!), Dior, Valentino, Elie Saab, entre outros. Mas para mim, sem sombra de dúvida, a grande estrela foi o estilista Tunisiano Azzedine Alaia. Como a frase do subtítulo deste post retirada da crítica de Tim Blanks no style.com diz: existe Alaia e existem os outros…

Na primeira parte do desfile casacos com formato côncavo e cintura caída, vestidos em pele e veludo, e sapatos embelezados por brilho. A palheta de cores incluiu vinho, cinza, preto e verde-folha. Transparência, recortes estratégicos, cinturas marcadas e peças em couro de crocodilo também marcaram presença e encantaram pela genialidade e simplicidade. A coleção foi a definição do luxo: sexy e refinada.

Alaia é genial, e sua volta à alta-costura depois de um jejum de 8 anos deve ser comemorada.

Eu explico por quê: Acostumado a fazer as coisas do seu jeito, ele apresenta apenas um desfile por temporada fora do circuito oficial. Não é fã de grandes inovações ou loucuras para chamar atenção: tem silhuetas clássicas e preferências por tecidos como pele, tricôs, couro (muitas vezes cortado à laser), que repete sempre- Variações sobre o mesmo tema.  Fiel às estampas de bicho, aos comprimentos um pouco acima do joelho, aos cintos grossos estilo cinturão e os sapatos de couro feitos na fábrica da Prada (os cintos, os sapatos e os vestidos são seus best-sellers).

Nas suas roupas é difícil distinguir o que é alta-costura e o que é prét-a-portêr (não só pelos preços astronômicos), já que a riqueza dos detalhes e impecabilidade no corte de qualquer peça que leva sua etiqueta é constante. Todas suas roupas são feitas à mão.

                        Seus vestidos icônicos, adorados por celebridades e famosos por deixar o corpo feminino impecável.

Já perdi a conta de quantas marcas já fizeram modelos “inspired” por seus sapatos. Vocês identificam algum?

Os cintos-desejo que aparecem em todas suas coleções com pequenas variações.

Alaia é um dos últimos mestres da alta-costura, preocupado em aperfeiçoar e refinar suas roupas incansavelmente, sua razão de criar é “deixar as mulheres mais bonitas”. Personalidade forte e conceito idem. Em um mundo cheio de criações descartáveis e tendências passageiras, seu universo é mais que relevante. É necessário.

Fotos: style.com, Net-a-porter.

 Explicando a Alta-costura: A alta-costura é o topo da moda. O nome é protegido e só podem desfilar nesta semana os membros da”Chambre de commerce et d´industrie de Paris”. Os desfiles que são verdadeiros shows, movimentam milhões para as marcas de luxo, não vendendo as peças apresentadas (apenas 2.000.00 mulheres no mundo tem acesso à alta-costura, e somente 200 são clientes regulares), mas pela publicidade gerada em razão das celebridades nas primeiras filas e, principalmente pelas roupas impecáveis. A alta-costura vende o conceito da marca, os melhores tecidos possíveis, bordados inimagináveis, tudo feito em perfeição e maestria. As peças são todas feitas sob-medida para a cliente que geralmente precisa fazer 3 provas de roupa até recebê-la. Os perfumes, maquiagens, acessórios como bolsas e sapatos que sustentam financeiramente estas grandes marcas, mas a “Couture” sustenta o sonho.

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