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O pre-fall (com algumas novidades) da Balmain.

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Essa semana ainda eu volto para comentar a semana couture, e mostrar algumas apostas para o Oscar (esse assunto rende!). Mas hoje optei por seguir no pre-fall e dividir com vocês a nova coleção da Balmain.

O glamour continua, mas depois de 3 anos à frente da maison, Olivier Rousteing começa a mostrar outros caminhos para suas criações. Do que já aprendemos a esperar da marca, formas ajustadas, comprimentos mini e midi, ombros marcados e inspiração anos 80 continuam presentes:

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A cartela de cores é dominada por azul (viram o post dessa semana?), oliva, preto e estampas de animal. No styling vale reparar nos acessórios dourados maxi e no uso de sandália com meia-calça.

Silhuetas que remetem ao trabalho de Azzedine Alaia surgem com força, nos acessórios também, os cintos largos marcando a cintura são praticamente idênticos aos vendidos há anos por Alaia. O couro é a grande estrela e empresta o lado sexy que também é marca registrada da Balmain.

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No lugar do trabalho artesanal, barroco e pérolas, temos correntes e gargantilhas no estilo tribal. As referências étnicas tem muito destaque, Olivier buscou inspiração nas fotos selvagens de Peter Beard para seu pré-outono. A zebra e a onça são as estampas eleitas:

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O clima safari também faz alusão à Saint Laurent. Looks utilitários e composições de apelo confortável garantem um resultado cool. O parka e as calças estilo cargo tem lugar cativo:

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Ao invés  do yuppie anos 80 referenciado no Verão 2014 (tons de blush, pied-poule, denim), entram as inspirações da cena night club da década:

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Finalizando com o macacão boiler (eu avisei que ele chegaria com tudo), vestido midi com tricô e o uso de materiais leves como jersey e cetim:

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O que vocês acham da (semi) nova Balmain?

Fotos: Vogue.com.

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Trend watch- Retorno ao essencial.

Sempre fui adepta do pensamento que a moda estava aqui para inspirar e fazer sonhar. O tempo passou, e apesar de eu seguir encantada com a alta-costura e os grandes criadores, me torno cada vez mais admiradora de nomes como Isabel Marant e Alexander Wang- Que criam roupas “normais” para serem usadas em todas ocasiões. O que nem sempre acontece com estes designers citados, é a atenção ao detalhe. Cada vez mais importante para as pessoas que investem em artigos caros e diferenciados.

O verdadeiro luxo está muito mais em uma criação de Azzedine Alaia: Com sua técnica inigualável, alfaiataria impecável e capacidade de transformar o corpo de uma mulher- Os vestidos e saias custam uma pequena fortuna, mas podem ser incorporados em qualquer guarda-roupa. Já  um vestido todo bordado e decorado com veia maximalista acabará saindo do armário uma ou duas vezes. Utilizando aquela regrinha do custo benefício, mais e mais percebemos que vale a pena gastar em clássicos.

Alaia e seus vestidos- Pequenas variações sobre o mesmo tema:

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A busca por qualidade anda superando a busca por quantidade e a chamada “fadiga” de fast fashion está em alta. Essa ressaca em relação aos itens descartáveis anda aumentando a busca por bens duráveis.

Lendo uma entrevista recente com Raf Simons, um dos maiores entusiastas do minimalismo atual e substituto de Galliano na Dior, sobre seu antecessor “Eu tenho muito respeito pela técnica e fantasia de John Galliano, mas não é algo que eu considere relevante agora, especialmente quando restringe uma mulher, porque em todas outras áreas elas tem tanta liberdade agora”.

Juntando essa declaração de Raf, observando a minha vontade cada vez maior por um estilo consistente e pouca paciência para tendências semanais, e o sucesso surpreendente ( e estrondoso) de marcas como The Row, resolvi escrever aqui sobre o retorno ao essencial.

A The Row é a marca de alta moda das gêmeas Olsen. Elas criaram a primeira coleção com o objetivo de lançar a camiseta perfeita, a legging de couro perfeita, peças-chave das meninas com estilo clean.

Esse vídeo de 2007, ainda me parece super atual. Morro de vontade de todos os looks mostrados e acredito que muitas de vocês também vão se identificar. Apostas simples, mas certeiras:

Hoje em dia, a The Row ficou cada vez mais sofisticada e investe no uso de materiais especiais (e raros) e em cuidado redobrado com acabamento e corte. O foco parece ter sido transferido para uma mulher mais madura.

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Para observar também as bolsas que mais tem feito sucesso na atualidade:

Eu ando obcecada com a Delvaux, marca de luxo da Bélgica que é a fabricante de itens de couro luxuosos mais antiga do mundo, foi fundada em 1829. Recentemente ela passou por uma repaginação e o modelo Ambigu é meu favorito. Aliás a Céline foi acusada de se “inspirar” no modelo.

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A Fendi, famosa por sua bolsa Baguette e seus logos, anda celebrando o hit da 2 Jours elite, super discreta e usável:

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Dentro da linhas de consumo em massa, a marca COS do grupo H&M ficou popular, com seu apelo minimalista.

cosJá a Americana J.Crew, apesar do styling ousado e criativo, é especialista em peças em cashmere e itens clássicos:

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Precisando de bem menos para ser feliz. Qual é o verdadeiro luxo?

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Semana de alta-costura Verão 2012 – O material da vez.

A semana de alta-costura Verão 2012 começou, e é justamente nestas coleções que os estilistas aproveitam para brincar mais com o lado conceitual e criar “sonhos”. Roupas milimetricamente criadas e construídas, acabamento impecável até no lado avesso, somente os melhores materiais, bordados.

Muitas das tendências apresentadas na couture já são velhas conhecidas como: Rendas, transparências, cores cítricas, paetês e tecidos com textura brilhosa continuam marcando presença. A novidade é que, depois da onça, da cobra, da zebra, o animal da vez é o crocodilo e praticamente todas as coleções apresentavam uma variação do material:

Na Givenchy, a coleção dividida em três partes, trouxe a primeira com o material nobre trabalhado incansavelmente, alguns vestidos levaram 350 horas para confeccionar. Marrom com preto, manga longa e silhueta ajustada são as propostas de Riccardo Tisci.

Giambattista Valli continua seu reinado como novo “darling” da semana de alta-costura, suas roupas no melhor estilo “new look” da Dior vieram com peplums, saias lápis, vestidos de tirar o fôlego, não esquecendo da saia e da blusa de croco. Reparem que incrível a leveza da renda branca misturada com a blusa de crocodilo.

Bill Gaytten segue na Dior e pelo jeito, vai ficar mais algum tempo. Cintura bem marcada, silhueta anos 40 e luvas garantem a sofisticação. Na maison o crocodilo aparece em versão clara e escura com toque de filme noir.

Na Armani Privé, o material apareceu para sofisticar ainda mais as jaquetas estruturadas e impossivelmente bem cortadas em tom verde cítrico e azul remetendo ao tema submarino. O píton também apareceu bastante na coleção. A saia lápis mostra-se onipresente, bem  que eu avisei neste post aqui- “O novo shape”.

Vale lembrar que o mestre, Azzedine Alaia,  já tinha usado o material na sua coleção de alta-costura Inverno 2012, seis meses atrás. Confere o post aqui.

Materiais nobres e proporções muito elegantes para o próximo Verão…

Fotos. Vogue.com

 Explicando a Alta-costura: A alta-costura é o topo da moda. O nome é protegido e só podem desfilar nesta semana os membros da”Chambre de commerce et d´industrie de Paris”. Os desfiles que são verdadeiros shows, movimentam milhões para as marcas de luxo, não vendendo as peças apresentadas (apenas 2.000.00 mulheres no mundo tem acesso à alta-costura, e somente 200 são clientes regulares), mas pela publicidade gerada em razão das celebridades nas primeiras filas e, principalmente pelas roupas impecáveis. A alta-costura vende o conceito da marca, os melhores tecidos possíveis, bordados inimagináveis, tudo feito em perfeição e maestria. As peças são todas feitas sob-medida para a cliente que geralmente precisa fazer 3 provas de roupa até recebê-la. Os perfumes, maquiagens, acessórios como bolsas e sapatos que sustentam financeiramente estas grandes marcas, mas a “Couture” sustenta o sonho.

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