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Update da tendência- “Na linha”.

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A listra é possivelmente a estampa mais versártil. Pode ter apelo esportivo, glam, retrô, cool, tudo depende do contexto, da combinação de cores…

Na Vogue inglesa do mês de Dezembro, a forma mais atual de usá-la. Listras com toque esportivo no estilo old-school. Carinha vintage e referências de Wes Anderson. As duas formas de styling du jour: Em conjuntinho mesmo, com cara de uniforme de educação física ou então misturada com alguma peça mais glam, com brilho e sandália delicada.

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Na Marie Claire, ela surge perfeita para quem receia que este tipo de estampa aumente Vale lembrar: No geral, listras horizontais mais finas e com fundo escuro não aumentam. Quanto mais larga e clara, mais ela tende a dar ilusão de volume. Emprestada do esporte, listras na gola e nos punhos funcionam bem em qualquer silhueta. Essa bomber é cortesia de Alessandro Michele na Gucci.

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De um extreme ao outro, festivo e remix na padronagem:

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Aqui, a proposta é mais excêntrica e lúdica:

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Direto para o ar rocker da Saint Laurent:

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Parada no look ótimo para escritório na Vogue China:

 

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Já na Interview, mais alfaiataria com ar anos 80:

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Fechando com o estilo clássico francês 60´s com Gigi Hadid na capa da Vogue Inglesa de Janeiro 2016:

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Para não sair da linha…

Fotos: Reprodução.

 

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Arquivado em Adaptando a tendência, Inspirações, Minimal vs. Maximal

(Micro) trend alert: Estampas de alfaiataria.

O retorno ao clássico é uma forte tendência na moda nas últimas temporadas, naturalmente, era só uma questão de tempo até que as estampas de alfaiataria, mais sóbrias e elegantes voltassem à aparecer: Risca-de-giz, xadrez príncipe de Gales, listras verticais…

Em editorial da revista Tush preferência para elas, as cores suavizam e romantizam as padronagens, assim como as jóias deixam o look mais atual:

Na Zoo, aposta é no tartan, que ganha irreverência com a escolha do sapato e do top em look mais “vamp”:

Na vitrine da flagship de Tom Ford, o Inverno é da risca-de-giz e do  xadrez Príncipe de Gales, conceito de apelo mais formal e corte impecável:

Foi também um dos tipos de estampas dominantes da LFW, como mostraram Margaret Howell, Vivienne Westwood, J.W. Anderson e Daks:

Fotos: Style.com, Roberta Weber, FashionGoneRogue,

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Acessórios: O material do momento nas bolsas.

O couro de avestruz parece ser o novo fetiche dos designers quando se trata de seus acessórios, presente mais timidamente nos sapatos, tomou conta dos lançamentos de Outono/Inverno do hemisfério Norte no quesito bolsas. Este tipo de couro tem aspecto de pequenas fóliculas e cria uma textura muito interessante que para ser obtida custa caro, este é considerado dos couros mais nobres. Marcas como Louis Vuitton, Hermès e Bottega Veneta popularizaram este tipo de material na moda. Em decorrência do valor elevado, muitas marcas optam por apenas imitar o aspecto e não utilizar o material original, como os modelos do Alexander Wang e da Marc by Marc Jacobs que estão neste post.

A Louis Vuitton aposta tanto que sua vitrine da quinta avenida tem a própria avestruz “segurando” a bolsa em tom grená. Dividida em 4, uma vitrine era o pescoço, a outra o corpo e por último…

os ovos colocados por ela com os acessórios todos neste tipo de couro. Os tons neutros como cinza foram os selecionados.

A Mulberry também aposta na textura: Cinza para sua bolsa mais clássica a “Bayswater” e camelo na sua mais nova criação: a “Carter”, que promete repetir o sucesso estrondoso da “Alexa”.

Max Mara vai de cinza também, em look de apelo clássico com direito a comprimento midi e estola, auge da sofisticação.

Close-up da bolsa:

Já a Givenchy (que por acaso é a minha marca de acessórios favorita junto com Alexander Wang) traz a Nightingale, sua bolsa mais clássica em duas cores:

O modelo de shape clássico em tom lilás da Marc by Marc Jacobs apenas imita a aparência do couro de avestruz, e a marca Akris optou por utilizar o material em um modelo de bolsa sacola, um dos mais populares do momento:

As biju bags, que muita gente considera a nova clutch, também ganharam versões: a preta do Alexander Wang, e a marrom no modelo “1973” da Gucci:

A polêmica nova linha de bolsas da The Row (uma das bolsas, uma mochila de crocodilo custa 39 mil dólares!!!), marca upmarket das irmãs Olsen, também utiliza do material em azul céu e nude:

Na vitrine da Saks, a bijubag  da Diane Von Furstenberg em verde (mais um pouco de verde aqui no site):

Amanhã entra aqui no site um post sobre as tais “biju bags”…

Fotos: Roberta Weber, Fashionista.com, Net-a-porter.

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Semana de alta-costura: “Existem todos os outros, e então existe Alaia”.

A semana de alta-costura ,que ocorre duas vezes por ano em Paris, acaba de chegar ao fim. As coleções de Outono/Inverno apresentadas incluíram nomes como: Chanel, Givenchy (incrível!), Dior, Valentino, Elie Saab, entre outros. Mas para mim, sem sombra de dúvida, a grande estrela foi o estilista Tunisiano Azzedine Alaia. Como a frase do subtítulo deste post retirada da crítica de Tim Blanks no style.com diz: existe Alaia e existem os outros…

Na primeira parte do desfile casacos com formato côncavo e cintura caída, vestidos em pele e veludo, e sapatos embelezados por brilho. A palheta de cores incluiu vinho, cinza, preto e verde-folha. Transparência, recortes estratégicos, cinturas marcadas e peças em couro de crocodilo também marcaram presença e encantaram pela genialidade e simplicidade. A coleção foi a definição do luxo: sexy e refinada.

Alaia é genial, e sua volta à alta-costura depois de um jejum de 8 anos deve ser comemorada.

Eu explico por quê: Acostumado a fazer as coisas do seu jeito, ele apresenta apenas um desfile por temporada fora do circuito oficial. Não é fã de grandes inovações ou loucuras para chamar atenção: tem silhuetas clássicas e preferências por tecidos como pele, tricôs, couro (muitas vezes cortado à laser), que repete sempre- Variações sobre o mesmo tema.  Fiel às estampas de bicho, aos comprimentos um pouco acima do joelho, aos cintos grossos estilo cinturão e os sapatos de couro feitos na fábrica da Prada (os cintos, os sapatos e os vestidos são seus best-sellers).

Nas suas roupas é difícil distinguir o que é alta-costura e o que é prét-a-portêr (não só pelos preços astronômicos), já que a riqueza dos detalhes e impecabilidade no corte de qualquer peça que leva sua etiqueta é constante. Todas suas roupas são feitas à mão.

                        Seus vestidos icônicos, adorados por celebridades e famosos por deixar o corpo feminino impecável.

Já perdi a conta de quantas marcas já fizeram modelos “inspired” por seus sapatos. Vocês identificam algum?

Os cintos-desejo que aparecem em todas suas coleções com pequenas variações.

Alaia é um dos últimos mestres da alta-costura, preocupado em aperfeiçoar e refinar suas roupas incansavelmente, sua razão de criar é “deixar as mulheres mais bonitas”. Personalidade forte e conceito idem. Em um mundo cheio de criações descartáveis e tendências passageiras, seu universo é mais que relevante. É necessário.

Fotos: style.com, Net-a-porter.

 Explicando a Alta-costura: A alta-costura é o topo da moda. O nome é protegido e só podem desfilar nesta semana os membros da”Chambre de commerce et d´industrie de Paris”. Os desfiles que são verdadeiros shows, movimentam milhões para as marcas de luxo, não vendendo as peças apresentadas (apenas 2.000.00 mulheres no mundo tem acesso à alta-costura, e somente 200 são clientes regulares), mas pela publicidade gerada em razão das celebridades nas primeiras filas e, principalmente pelas roupas impecáveis. A alta-costura vende o conceito da marca, os melhores tecidos possíveis, bordados inimagináveis, tudo feito em perfeição e maestria. As peças são todas feitas sob-medida para a cliente que geralmente precisa fazer 3 provas de roupa até recebê-la. Os perfumes, maquiagens, acessórios como bolsas e sapatos que sustentam financeiramente estas grandes marcas, mas a “Couture” sustenta o sonho.

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Atualizando a tendência: “Refresh” na onça

Toda temporada alguns modismos surgem ou ressurgem em exaustão. Exemplos? Calça vermelha, calça de couro, Oxfords, listras (febre do Verão daqui que pegará no nosso) e a onça.

Bem, mas a onça não é exatamente uma tendência, muita gente inclusive considera onça um tipo de cor! Meio loucura né? Mas para quem cresceu em uma família que a mãe tem verdadeira devoção à “oncinha”, não surpreende…

A notícia é que a onça continua na moda: Na alta-costura de Giambattista Valli apresentada esta semana, no Resort do McQueen de uma semana atrás e no novo lançamento jeans da Current/Elliot. Sem contar nas vitrines daqui…Quem não gosta muito ou enjoou pode seguir para a cobra (a animal print do momento) e quem adora pode e deve continuar usando. Algumas vezes cansamos de certos estilos, mas vale a pena guardar já que a moda é cíclica. Além disso a onça é clássica e pode ser reinventada sempre!

McQueen Resort 2012    Giambattista Valli Alta-costura                  Current Elliot

Vitrine da Versace- Onça com dourado e brilhos.

Ótima conversa, mas vamos ao que interessa: Como dar uma nova cara à estampa favorita sem ser óbvia demais?

Combinar a onça com cores bem vivas- Amarelo e roxo parecem ser as escolhas do momento. O vermelho foi o escolhido durante o Inverno, mas que tal mudar um pouco? O verde também funciona muito bem, a última foto é da vitrine atual da Pucci…

Sofisticar a onça em looks com branco e metalizados, combinações como preto & branco, peças bem clássicas de alfaiataria. Tirando um pouco a sensualidade ligada com o animal print.

Combinar a onça com outras estampas: a próxima estampa febre será a Navajo inspirada em índios americanos. Vale também apostar nas florais. Já vemos por aí a combinação com petit-poá e listras, legal dar o próximo passo e diversificar.

E por último, experimentar a onça em looks de apelo masculino. Um blazer de onça usado com short e botas de cano curto, peças de camisaria, oxfords…

Tendo criatividade podemos reinventar nossas peças preferidas sempre! Qual jeito de usar onça vocês mais gostam?

Fotos: FashionToast, Style.com, Streetpepper, Zimbio, Roberta Weber.

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