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#LFW- Drops Verão 2015.

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A Milan Fashion Week já está a mil, mas não poderia deixar de comentar aqui sobre minhas coleções favoritas de Londres. Abrindo com Peter Pilotto e um belo refresh em suas estampas digitais. Gostei muito dos materiais usados e dos brocados com veludo e flores neon.

O Glam rock de Tom Ford, essa coleção me lembrou muito a época dele na Gucci e eu adorei:

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Os trench-coats de Simone Rocha, tenho que confessar que não me emocionei com Burberry Prorsum nesta temporada. As versões de Rocha transparentes e com recortes me encantaram:

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A cartela que destacava burgundy e os vestidos sexy na medida de Christopher Kane:

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O minimalismo de Barbara Casasola, super enxergo ela substituindo Francisco Costa na Calvin Klein um dia:

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Os recortes da Mulberry, um espírito bem “Chloé Girl”que tem me agradado:

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Estilo camponesa na Marchesa. Lindos vestidos longos com apelo “conto de fadas”:

lfw8Mary Katrantzou e sua alternativa mega atual e moderna para a renda:

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Fechando com o jardim dark delicado de Erdem:

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Fotos: Vogue.com.

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Trend watch- Nômade contemporâneo.

Quando começei a pensar em um título para esta tendência, a palavra nômade foi a que me pareceu mais apropriada. Vocês lembram do post “O conceito gypset na moda” ?, me incomodei um pouco porque a idéia é mais ou menos a mesma. Só que no movimento gypset a roupa traduz a vivência e todo lifestyle de quem a usa, pessoas que viajam muito e convivem em culturas diferentes, como deveria ser com os looks de todo mundo- Uma maneira rápida de mostrar um pouco de quem somos, o que gostamos…

Com o mundo globalizado, as referências culturais chegam rápido e o caldeirão de idéias e costumes é absorvido por todo mundo, principalmente em cidades cosmopolitas. No editorial da Vogue Espanha a influência étnica em versão super sofisticada pode ser constatada (foto da Kate Moss que abre o post).

O nômade contemporâneo usa peças clássicas e básicas e adiciona algumas referências multiculturais resultando em um estilo que pode ser sofisticado, irreverente, rocker, mas com personalidade forte.

Uma das primeiras imagens de moda que me veio a cabeça foi a coleção de Inverno 2007 da Balenciaga. Estou triste com a partida de Nicholas Ghesquiére da marca, justamente pelo seu talento incrível para misturar idéias que aparentemente não tem nenhuma ligação e transformar em uma coleção concisa, inteligente e que desperta desejo imediato. Esta com os lenços, os toques esportivos e utilitários e os sapatos icônicos de lego tem mais de 5 anos e ainda continua atual:

No Inverno a Fendi apostou na mistura étnica que foi parar na capa da Vogue Japonesa, vale prestar atenção na mistura de acessórios e no toque de penas:

Pele e penas são opções marcantes e interessantes de utilizar como demonstrado na Muse:

Referências do leste europeu que lembram ciganos e a mistura com a febre do barroco serão certeiras quando o Inverno chegar! Como na Vogue Russa:

A Vogue Portugal apelou para uma mistura de montaria e estamparia cigana. Foco no cinto todo feito de moedas da coleção de Inverno de Altuzarra. Peça-chave!

Antes que vocês abandonem o post achando que esta tendência é conceitual demais, anotem dicas práticas que tem tudo a ver com esta moda: Tranças no cabelo e uso de brincos grandes, pulseiras ou colares são ótimas formas de entrar no clima. A versão da Numero Thai é ultra sofisticada, o que chama atenção é a escolha de jóias:

Bolsas e clutches com aplicações de miçanga e pedraria geram um resultado luxuoso e moderno. Olhem que linda a versão da bolsa Alexa da Mulberry na Vogue Paris:

A estampa de lenço, que ainda vai render muito no Verão pode e deve ser misturada com outras. A marca Kenzo tem o étnico no seu DNA e criou uma nômade irreverente com toque anos 80.

No Resort 2013, Roberto Cavalli apostou no conjuntinho com scarf print. Anna Sui foi fiel ao seu estilo e foi de referência Hindu. Já Thakoon misturou o clássico animal print com estampa de azulejo, remetendo ao clima mediterrâneo. Ótimas inspirações para o Verão:

Nos dias quentes o estilo nômade moderno pode ganhar sofisticação. O longo esvoaçante, estampado e com peplum discreto da Pucci é ótimo, assim como a calça de paisley da Givenchy combinada com a camisa branca de alfaiataria impecável:

Alguém se identifica com o estilo nômade de vestir?

Fotos: Reprodução.

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As heroínas de Hitchcock e o Inverno 2012-13.

Anos 80, cores vivas, silhueta oversized e muito decorativismo através da estética barroca prometem comandar o próximo Inverno, como comentei aqui e aqui. Para contrastar com o maximalismo, estilistas apostaram em um grupo seleto de inspiração: As heroínas de Hitchcock…Ar misterioso, cabelos loiros presos de maneira impecável, luvas, cintura marcada, comprimento midi, alfaiataria perfeita. O cineasta sempre soube da importância do figurino para contar suas histórias e nenhum detalhe passava despercebido, assistir um de seus filmes é além de uma aula de cinema, também um belo exercício sartorial.

Lembro de imagens de Grace Kelly e das loiras gélidas dos filmes de suspense do diretor há muitos anos, mas foi em 2005, através de uma coleção de Alexander McQueen que meu fascínio pelas mulheres de Alfred cresceu. O vestido amarelo no centro foi meu sonho de consumo por vários meses (Nunca consumado):

A última coleção de Raf Simons para Jil Sander referenciou as heroínas dos filmes de suspense, assim como Alberta Ferreti, estilo demure e intocável com cores neutras. Trench coats, casacos longos de estilo boxy são clássicos:

Já o uso de pele, polêmico, mas muito comum nos filmes do diretor. As peles fantasia emprestam o glamour old school sem ofender. O batom vermelho e o esmalte vermelho também ajudam a transmitir a mensagem, que não deve ser literal. Vale apostar em óculos mais modernos, ou brincar com texturas como na saia de couro plissada da Dior na terceira foto:

A renda pode parecer pura em tons claros e cortes mais comportados, mas com transparência e tons escuros como as de Erdem são belas opções para entrar no clima. Importante lembrar que a renda anda mais em alta do que nunca!

As publicações especializadas não ficaram de fora, a foto que abre o post é de um editorial todinho dedicado ao tema da revista Glamour UK de Setembro. Capas tem tudo a ver com o universo Hitchcock e deixam o look ainda mais charmoso, como ilustra a Elle Americana:

Combinações inusitadas devem ser testadas, a idéia não é sair fantasiada de vintage, apesar que o estilo lady-like é atemporal. Na Mulberry o vestido meio 50´s é combinado com ankle boots e aparece em tom vibrante:

Outros ícones das heróinas do diretor serão hits da temporada.

O shape favorito nas bolsas é no estilo “doctor bag”, bem estruturadas, que apareciam sempre em seus filmes. Sapatos de bico fino em estilo bem clássico, os kitten heels também são favoritos para o próximos Inverno:

Para garantir o glamour, luvas de couro, pérolas, relógios delicados e óculos estilo gatinho são infalíveis:

As amantes de cosméticos também vão poder aderir através da coleção nova da Chanel, em homenagem à Hitchcock. Entre os produtos, três novas cores de esmalte (maiores hits de beauté da marca) foram batizadas com nomes de filmes do diretor: “Frenzy”, “Vertigo” e “Suspicious”.

Dia 20 de Outubro, estréia na HBO Americana e Inglesa o filme “The Girl” estrelado por Sienna Miller no papel de Tippi Hendren,  atriz de clássicos Hitchcockianos como “Marnie” e “Passáros”:

Eu estou louca para assistir! Quem também ficou curioso, pode encontrar mais informações aqui neste link.

Fotos: Style.com, Vogue.com, ElleUS, GlamourUK, Zinio, Chanel.

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As marcas de bolsa mais desejadas no mundo.

O Digital Luxury Group (DGL SA), foi criado há 10 anos e é a primeira empresa internacional dedicada exclusivamente a desenvolver projetos de design e implementação de estratégias de comunicação digital para marcas de luxo. Descrição longa para contar que eles acabam de divulgar o resultado da sua última pesquisa: Quais são as marcas de luxo mais procuradas quando o assunto são bolsas.

Achei o assunto relevante para contar aqui, já que as tais “It” bags (alguém precisa inventar um termo novo para definir as bolsas hit!) povoam os sonhos de muita gente e sustentam muitas das marcas que admiramos. Vamos a lista:

A maioria das marca são esperadas, mas para mim, a grande surpresa foi a Coach em primeiro lugar. A marca Americana é super tradicional, e tem preços mais acessíveis que outras grifes citadas. Há algum tempo, a marca passa por uma renovação, investindo em uma nova estratégia de marketing, relançando modelos clássicos e investindo em uma imagem mais fashion.

Parceria com blogueiras formadoras de opinião, ajudou a marca a alcançar um público mais específico e emprestou uma imagem mais cool aos produtos: Kelly Framel do The Glamourai, Leandra Medina do Man Repeller e Emily Weiss do Into the gloss com o modelo “duffle” da Coach, a bolsa lançada em 1973 ganhou edição limitada ano passado:

Emily Weiss do site de beleza Into The Gloss, também  é stylist da Vogue, e parceira fixa da marca, aqui com outro modelo de bolsa:

Hanneli Mustaparta do Hanneli.com também é fã:

Nenhuma surpresa: A bolsa ícone mais procurada no mundo é a “Birkin” da Hermès, nos EUA, Reino Unido e França o material mais procurado é o de crocodilo, justamente a versão mais cara! Já as cores mais populares são:Laranja nos E.U.A, preta na Itália e nude/bege na Inglaterra.

Informação interessante sobre as consumidoras Brasileiras: Aqui, nos interessamos pelas bolsas que o DGL chama de “niche bags”, marcas não tão desejadas mundialmente são objeto de consumo disputadíssimo pelas mulheres aqui. Querem ver?

Céline #3 no Brasil, #13 no ranking mundial.

Balenciaga #7 no Brasil, #17 no ranking global.

Goyard #11 no Brasil e #29 no raking global.

Fotos: StockholmStreetStyle, Intothegloss, TheFashionSpot, DGL.

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