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Adaptando a tendência- Inverno colorido.

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Foi-se o tempo que Inverno era sinônimo de tons fechados e aparência triste, cada vez mais a moda tem inspirado a explorar possibilidades e experimentar coisas novas. No próximo Inverno esse espírito surge maximizado: Mix de estampas em materiais clássicos como tweed, fuchsia, turquesa e amarelo… A irreverência toma conta e atualiza a idéia de sofisticado.

Na W, várias idéias de styling em looks Prada e Gucci:

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Tons pastel não ficam de fora, como comprova a Elle Italia em look com referência sporty:

Colorido não precisa ser over, tons queimados com toques de luz como azul turquesa e salmão são belas idéias:

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O tweed é um clássico e a Vogue China aposta:

geovoguechina8Seguindo a cartela, na Vogue América, o look Louis Vuitton mais gráfico e cool:

geovogueausA sugestão na Vogue alemã é  esmeralda:

geovoguegermanA Vogue japones sugere a versão Margot Tenembaum, pele em tom caramelo:

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Multicuturalismo no look Isabel Marant na versão alemã com estampa navajo:

 

 

 

geovoguegermNa System, uma aposta elegante e certeira. O casacão de Inverno em vermelho fica mais feminino com a cintura marcada:geosystem

 

A Vogue chinesa ousa mais com os recortes do design da Proenza Schouler:

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Miroslava Duma inspira no street style, notem como o casaco amarelo anima o look preto total:

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Cores o ano inteiro!

Fotos: Reprodução.

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As novas bolsas da Saint Laurent e Dior.

Pequena pausa nos posts sobre a temporada internacional de Inverno, para falar um pouco sobre um dos assuntos favoritos (meus e das leitoras do site): Bolsas!

Na última Paris Fashion Week em Outubro, a expectativa era grande para conhecer a nova “cara” da Yves Saint Laurent e da Dior. Com a estréia de Hedi Slimane, especialista em menswear com influência rock´n ´roll, e de Raf Simons, famoso pelo seu minimalismo e ex-Jil Sander, respectivamente.

Já comentei aqui inúmeras vezes sobre a importância dos acessórios para cada marca, a função deles junto com os produtos de beleza é representar o lifestyle e torná-lo acessível para quem não tem possibilidade de consumir o prêt-à-porter. Então hoje em dia, o poder de um estilista pode ser avaliado pela capacidade de criar bolsas, sapatos, perfumes (…) desejáveis e que se tornem best-sellers.

Começando pela rebatizada Saint Laurent. A primeira aposta é bem minimalista e elegante, o modelo bowling está em alta como comprovam a linha de Sofia Coppola para Louis Vuitton e a bolsa Lucrezia da Givenchy. Esta da Saint Laurent já virou hit:

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Uma das minhas favoritas, O modelo abaixo lembra um pouco a Birkin da Hermés, mas menos estruturada. Gostei muito da camurça e do tom terroso:

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E para noite três novas opções, minha eleita é o modelo Betty, homenagem à musa de YSL, Betty Catroux, disponível em dois tamanhos. A alça de corrente empresta glamour e um ar meio 80´s:

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Já a Dior não é tão celebrada por suas bolsas, apesar de modelos icônicos como a Miss Dior. Esta, de linhas simples e formato interessante, é bem estruturada e para o dia. Notem que os tons pastel serão fortes nos acessórios da Primavera/Verão do hemisfério Norte:

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E a reedição da clássica tote. Bem clean, mas com as inicias da marca. Refletindo bem a coleção de Raf:

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Minha preferida da Dior é o modelo Bar, com o nome do clássico corte de casaco criado por Christian Dior no new look, o mais interessante é o fecho, lindo e sofisticado.

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Mais um para observar: Novato na disputa, é Alexander Wang que apresentou sua primeira coleção como diretor criativo da Balenciaga semana passada. No rastro das mega bem-sucedidas, Motorcycle bags da marca, resta ver se Wang vai obter êxito ao criar novos modelos. Minha aposta é que sim, já que em sua marca própria ele lançou a super desejada, Rocco bag. Na Balenciaga, formato boxy e detalhe de ferragem lindo e um pouquinho punk contrastando com o shape mais severo:

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Quem vocês acham que levou a melhor na disputa?

Fotos: ChristianDior.com, SaintLaurentParis, Vogue.com

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Trend watch- Duvidoso (?).

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Que os estilistas adoram nos pregar peças, já sabemos. Por isso que na moda o ditado “nunca diga nunca” faz tanto sentido. E essa é uma das razões que o ato de vestir se torna tão divertido. É bom mudar de idéia e experimentar coisas que nunca imaginávamos gostar, sem se levar tão a sério. Nesta temporada as marcas levaram isso ao pé da letra e muitas das tendências sugeridas são bem…Duvidosas.

A Lanvin apresentou uma coleção linda com influência anos 80, mas antes de Alber Elbaz colocar na passarela, só víamos body usado com calça de cintura alta em bailes funk. Aquele espaço de pele aparecendo não denota muita sofisticação. Vocês usariam?

Já a Balmain usou como matéria-prima algo muito bonito, mas normalmente reservado para peças mais casuais. A palha surgiu nos vestidos caríssimos da maison, e o resultado ficou incrível!

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Conjuntinhos estão na moda há algum tempo, e rolou aqui no site este post comentando o fato “Estampa combinada nos últimos detalhes”, a Akris e a Carven optaram por estampas bem marcantes com bolsa acompanhando:

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Mas é nos sapatos que a moda está  desafiando ainda mais as “regras” usuais do bom gosto: Sapatos brancos, que foram por muito tempo vilões, se tornaram de vez clássicos desejados (por alguns). Eu, particularmente, adoro a cor para os pés, mas a maioria das pessoas ainda apresenta resistência. Scarpin na Chanel, e bota acima do joelho na Salvatore Ferragamo,

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A primeira coleção assinada por Jil Sander em sua volta à marca homônima, também sugere o uso do antigo tabu, botas brancas e ainda combinadas com calça vermelha:

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Transparentes, com detalhes em plástico e acrílico também são polêmicos. Fora a Melissa, que se tornou bem desejado e cool (com tecnologia e design revolucionário), a maioria das pessoas fogem dos sapatos com transparência. Desta vez, os designers parecem decididos:  Valentino (mais uma vez) e Riccardo Tisci na Givenchy, insistem no material:

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Chegando no possívelmente mais ofensivo, chinelos estilo birkenstock e sandálias que remetem ao shape ortopédico são os eleitos de duas das marcas mais influentes do mundo: Céline e Prada.

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O modelo Céline ganhou selo de aprovação da Vogue Paris:

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Em tempo, uma das coleções mais aclamadas da NYFW, da The Row, sugere o retorno da mule com detalhe em plumas. Disponíveis em preto e vermelho:

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Qual destas tendências vocês aprovam e qual delas não usariam nunca?

Fotos: TFS, Vogue.com, Zinio.com.

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Vontade do dia- Paisley.

Caí de amores pela nova bolsa da Givenchy, chamada “Lucrezia”. Não é novidade para quem acompanha o site o quanto eu amo Riccardo Tisci, ele nunca me decepciona com suas coleções para a marca, nem vou mencionar as de alta-costura que serão eternamente cultuadas por mim. Mas voltando ao assunto do post, quando me deparei com o modelo novo foi amor à primeira, esta com a estampa paisley foi a minha favorita.

No mesmo dia, passando de site em site do meu reader, vi este look da Rosie Huntington-Whiteley, outra predileta minha pelo seu estilo pessoal. O que o look tinha em comum com a bolsa acima? A estampa da calça! Também paisley:

Isabel Marant adora toques étnicos em suas peças, e é uma das maiores entusiastas da estampa que tem tudo a ver com o estilo, seu Verão 2013 não me deixa mentir:

A Citizens of Humanity criou um modelo jeans skinny com a estampa, gosto muito da febre das calças estampadas e esta me chamou atenção:

No Resort 2013 ele apareceu em várias coleções. As versões da Givenchy foram minhas favoritas combinadas com vermelho tomate e turquesa:

Chloé e Carven também investiram. Reparem que não tem pegada boho e sim bem sofisticada e urbana, a forma mais atual de usar:

Nas ruas, ele pode ser observado normalmente em misturas inusitadas. Adorei o efeito da pantalona estampada com o peplum de renda:

O chemisier de comprimento midi não seria uma peça que me agradaria normalmente, mas gostei muito:

A padronagem surgiu maximal na coleção de J.W Anderson para a Topshop, mix de estampas levada ao último extremo:

Adoro essa estampa do Verão 2012 da Jil Sander, ainda com Raf Simons como estilista. Paisley ganha versão em neon:

Álias, Taylor Tomasi-Hill escolheu um top da coleção para usar durante a última NYFW:

Vocês também gostam de paisley? Lembrando que a padronagem é originária da India e também é conhecida como kashmir, mas o nome Paisley é de uma cidade escocesa onde a estampa foi reproduzida tantas vezes que virou marca registrada.

Fotos: StockholmStreetStyle, Vogue.com, VogueFR, Streetpepper, TheFashionSpot, Denimology.

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As heroínas de Hitchcock e o Inverno 2012-13.

Anos 80, cores vivas, silhueta oversized e muito decorativismo através da estética barroca prometem comandar o próximo Inverno, como comentei aqui e aqui. Para contrastar com o maximalismo, estilistas apostaram em um grupo seleto de inspiração: As heroínas de Hitchcock…Ar misterioso, cabelos loiros presos de maneira impecável, luvas, cintura marcada, comprimento midi, alfaiataria perfeita. O cineasta sempre soube da importância do figurino para contar suas histórias e nenhum detalhe passava despercebido, assistir um de seus filmes é além de uma aula de cinema, também um belo exercício sartorial.

Lembro de imagens de Grace Kelly e das loiras gélidas dos filmes de suspense do diretor há muitos anos, mas foi em 2005, através de uma coleção de Alexander McQueen que meu fascínio pelas mulheres de Alfred cresceu. O vestido amarelo no centro foi meu sonho de consumo por vários meses (Nunca consumado):

A última coleção de Raf Simons para Jil Sander referenciou as heroínas dos filmes de suspense, assim como Alberta Ferreti, estilo demure e intocável com cores neutras. Trench coats, casacos longos de estilo boxy são clássicos:

Já o uso de pele, polêmico, mas muito comum nos filmes do diretor. As peles fantasia emprestam o glamour old school sem ofender. O batom vermelho e o esmalte vermelho também ajudam a transmitir a mensagem, que não deve ser literal. Vale apostar em óculos mais modernos, ou brincar com texturas como na saia de couro plissada da Dior na terceira foto:

A renda pode parecer pura em tons claros e cortes mais comportados, mas com transparência e tons escuros como as de Erdem são belas opções para entrar no clima. Importante lembrar que a renda anda mais em alta do que nunca!

As publicações especializadas não ficaram de fora, a foto que abre o post é de um editorial todinho dedicado ao tema da revista Glamour UK de Setembro. Capas tem tudo a ver com o universo Hitchcock e deixam o look ainda mais charmoso, como ilustra a Elle Americana:

Combinações inusitadas devem ser testadas, a idéia não é sair fantasiada de vintage, apesar que o estilo lady-like é atemporal. Na Mulberry o vestido meio 50´s é combinado com ankle boots e aparece em tom vibrante:

Outros ícones das heróinas do diretor serão hits da temporada.

O shape favorito nas bolsas é no estilo “doctor bag”, bem estruturadas, que apareciam sempre em seus filmes. Sapatos de bico fino em estilo bem clássico, os kitten heels também são favoritos para o próximos Inverno:

Para garantir o glamour, luvas de couro, pérolas, relógios delicados e óculos estilo gatinho são infalíveis:

As amantes de cosméticos também vão poder aderir através da coleção nova da Chanel, em homenagem à Hitchcock. Entre os produtos, três novas cores de esmalte (maiores hits de beauté da marca) foram batizadas com nomes de filmes do diretor: “Frenzy”, “Vertigo” e “Suspicious”.

Dia 20 de Outubro, estréia na HBO Americana e Inglesa o filme “The Girl” estrelado por Sienna Miller no papel de Tippi Hendren,  atriz de clássicos Hitchcockianos como “Marnie” e “Passáros”:

Eu estou louca para assistir! Quem também ficou curioso, pode encontrar mais informações aqui neste link.

Fotos: Style.com, Vogue.com, ElleUS, GlamourUK, Zinio, Chanel.

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Inspirações em pink.

Eu nunca fui muito fã de rosa (mãe, pode me corrigir se eu estiver mentindo), mas desde que eu consigo lembrar, a cor nunca foi muito popular entre as minhas preferências. O fato é que, nos últimos tempos, tenho me pegado sempre indo em direção ao rosa quando entro em qualquer loja, e busco no meu armário (inutilmente) peças no tom.

Ainda estou em fase de adaptação, e apesar de gostar visualmente do look que abre o post- Rosa bem pink! A maneira que pretendo inserir o tom nos meus looks é através de uma calça rosa clarinha, como a Isabel Marant fez há algumas temporadas, lembram?

Em meio a tanto encantamento, percebi que a cor realmente anda forte (Uma variação do rosa “honeysuckle”, foi cor da Pantone ano passado), aparecendo muito nas coleções Resort e na semana de alta-costura que acabou de terminar, sem contar nos editoriais…

Muito se falou sobre a estréia de Raf Simons na Dior, cheguei a escrever um post sobre isso (Para quem não sabe, trabalhei para a marca Jil Sander em Londres, quando Raf era o estilista), mas resolvi guardar para o prêt-à-porter. Sobre a coleção de alta-costura, eu achei moderna na medida sem esquecer da história de Christian Dior. Esse foi meu look favorito da coleção, já contei aqui sobre a volta dos vestidos por cima de calças. O look pink com preto + batom laranja elétrico ficou deslumbrante:

No resort a cor foi unanimidade, surgindo em todas coleções. Tom mais claro e sofisticado na Fendi, na Versace o apelo é moderno com toque punk:

Na Dsquared, e eu preciso confessar que amei esse Resort com influência forte do fim dos anos 80, o pink surge com dourado e acessórios maximalistas:

E na minha versão favorita, Louis Vuitton. Achei o resort da LV incrível, referenciando um pouco da década de 70 com uma cartela de cores de rosa, branco e marrom, Phoebe Philo investiu no rosa e marrom no último Inverno da Céline, clica aqui para conferir:

Nos editoriais, a Muse mostra a modelo Candice com calça de couro hot pink, mais anos 80 impossível:

Vogue China ainda não cansou do colorblocking:

Na Vogue Japonesa, duas variações de rosa e apelo totalmente 60´s:

As cores em versão neon são grandes apostas para o próximo Verão, o rosa é um dos mais populares.

Na prática, rosa neon e a minha forma favorita de usá-lo, com tons de oliva, perfeitos para equilibrar a força do fluo:

Calças coloridas estão em alta há bastante tempo, Izabel Goulart acertou ao combinar a calça vibrante com peças clássicas como o sapato de bico fino e a jaqueta de couro:

Olivia Palermo foi de Valentino de renda rosa para conferir o desfile de alta-costura da marca. Resultado romântico e pouco óbvio, repararam na sandália toda decorada com cristais?

Também ficaram com vontade de usar pink?

Fotos: Vogue.com, StreetPepper, StockholmStreetStyle, TommyTon, FashionSpot.

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Influência Balenciaga no Verão 2012:

Yves Saint-Laurent foi a maior referência dos estilistas no último Verão, colorblocking, utilitarismo, glamour anos 70, todas estas tendências fazem parte da história do saudoso estilista. No Inverno, o estilo de Gianni Versace, dos anos 80 e início dos anos 90, predominou. Agora é a vez de outro grande criador invadir os moodboards das maiores maisons e estilistas da atualidade: Cristobal Balenciaga.

O Espanhol era mestre na alta-costura, e fechou seu atelier quando o prêt-à-porter (iniciado por YSL) ganhou força. A silhueta de Balenciaga era impecavelmente construída, volumes estratégicos, formas arquitetônicas, assimetria, ombros arredondados, remetem às suas criações dos anos 50. O “peplum”, aquela espécie de saia que apareceu em todas coleções de Verão, era uma de suas marcas registradas. Os casacos com mangas de quimono também foram desenhados por ele, assim como os shapes cocoon e muito da estética minimalista.

Nicholas Ghesquiere para Balenciaga, Chado Ralph Rucci, Donna Karan e Dries Van Noten apresentaram propostas para Primavera/Verão 2012 com forte apelo Cristobal:

Jason Wu e Giles Deacon também criaram vestidos de festa deslumbrantes com toque Balenciaga:

Vestido Balenciaga 1965-66 e Céline Primavera/Verão 2012:

O basque ou peplum em uma criação original de Balenciaga, e no look book Verão 2012 da H&M

Vera Wang criou uma silhueta Balenciaga com toques de sportswear deluxe, aqui em editorial da Vogue América de Fevereiro.

Até Alexander Wang, conhecido por seu estilo cool e street, bebeu da fonte de Cristobal ao criar seu Verão 2012. Look completo Wang fotografado pela Vogue US:

Sabem as peças mullets tão em alta no momento? Também foi invenção de Cristobal, esse vestido pink é de 1959, o shape foi inspirado nas dançarinas de flamenco. Há algumas temporadas, Christophe Decarnin criou vestidos de festa com este shape na Balmain. Nesta temporada, os “mullets” ganham as ruas adaptados para looks urbanos e serão as peças mais populares nas lojas. Na foto, um modelo de Peter Dundas para Emilio Pucci.

Mais up-to-date ainda, a coleção de alta-costura da Dior apresentada semana passada, trouxe referências de Balenciaga. Além do new look criado por Christian Dior, Bill Gayten buscou formas amplas direto do arquivo de Cristobal para sua coleção de Verão. O vestido preto de renda é Outono/Invern0 1965.

Fotos: Style.com, MetropolitanMuseum, FashionGoneRogue, StoreMags, Tumblr.

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